
Adiar estratégias pode custar caro, já a diversificação e menos burocracia geram ganhos imediatos
O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia dominou o cenário internacional no início do ano. Após 26 anos de negociação, tudo indicava que ele finalmente entraria em vigor. Mas a comemoração durou pouco.
Apesar da aprovação em votação histórica no dia 17 de janeiro, o pedido do governo francês por um parecer do Tribunal de Justiça da UE pode adiar a implementação em até dois anos. Diante desse cenário, o empresário já não se pergunta se o acordo sairá, mas o que fazer enquanto ele não começa a valer.
Embora existam iniciativas para pressionar a ratificação, inclusive a discussão sobre uma aplicação provisória, fortemente criticada pela França, esperar de braços cruzados pode custar caro. Mesmo após uma eventual assinatura em 2027 ou 2028, a redução tarifária será gradual e pode levar até 15 anos em alguns setores.
Agora, a estratégia mais inteligente é diversificar. Enquanto a Europa segue em compasso de espera, o mercado global oferece oportunidades já disponíveis. O Mercosul, por exemplo, mantém acordos operacionais com países como Egito, Israel e parceiros da Aladi, México, Chile, Colômbia e Peru, além do EFTA. A China, por sua vez, continua sendo uma alternativa altamente competitiva, especialmente em larga escala.
Nesse contexto, eficiência operacional faz toda a diferença. Custos com tempo parado em portos e excesso de burocracia impactam diretamente os resultados. É aqui que a Consolidação de Invoice se torna uma ferramenta estratégica. Ao reunir múltiplas faturas em um único processo, é possível reduzir custos, simplificar a gestão e acelerar liberações.
Como completa Vinicius Lisboa, CEO da Victoria Advisory, menos papelada significa mais agilidade e competitividade imediata. “Enquanto a burocracia europeia pode levar anos para se resolver, decisões estratégicas hoje geram ganhos reais agora”, finaliza.


