Novo processo de importação transforma a eficiência das operações brasileiras

Simplificação amplia previsibilidade para empresas e destaca a importância de uma consultoria estratégica na tomada de decisões

O comércio exterior brasileiro vive um momento de modernização. A ampliação do processo simplificado de importação, agora com a adesão plena dos 16 órgãos anuentes ao Portal Único de Comércio Exterior, marca uma virada estrutural na forma como empresas importam, planejam e executam suas operações logísticas. Pela primeira vez, toda a cadeia de anuências está integrada em um só ambiente digital, o que resulta em mais clareza, previsibilidade e redução expressiva da burocracia.

No centro dessa transformação está a Declaração Única de Importação (DUIMP), que funciona como um verdadeiro “passaporte digital” do processo importador. Em substituição definitiva aos antigos modelos DI/LI, a DUIMP reúne todas as informações em um único documento eletrônico, eliminando duplicidades e facilitando a comunicação entre importadores, Receita Federal e órgãos anuentes.

A adoção das Licenças Flex, que podem amparar múltiplas operações ao longo de um período específico, representa outro avanço importante ao reduzir a necessidade de solicitações repetidas, o que antes era obrigatório em cada nova carga.

Para importadores como os clientes da Victoria Advisory, as mudanças têm impacto direto na eficiência e no custo final das operações. O governo federal estima que o novo processo pode reduzir em até 40% o tempo médio de importação e em 14% os custos logísticos, reflexo de fluxos mais automatizados, análises concomitantes entre órgãos e maior precisão documental.

Em um cenário no qual cada dia de carga parada no porto significa 0,8% do valor da mercadoria, essas melhorias se traduzem em vantagem competitiva imediata. “Estamos diante de uma mudança estruturante do comércio exterior brasileiro que representa agilidade, previsibilidade e mais espaço para estratégia nas negociações”, afirma o CEO da Victoria Advisory, Vinicius Lisboa.

Atenção redobrada

Ao mesmo tempo em que simplifica, o novo modelo exige atenção redobrada na interpretação de regras e na configuração correta das operações. Cada órgão anuente, que envolve da Anvisa ao Ministério da Agricultura e Pecuária, do Exército ao Inmetro, possui particularidades que devem ser internalizadas desde o início da importação.

Por isso, a atuação consultiva ganha ainda mais importância. “As oportunidades são enormes, mas dependem de preparação técnica. E o nosso papel é antecipar riscos, ajustar processos, orientar decisões e garantir que cada cliente aproveite ao máximo os benefícios do novo sistema”, explica Lisboa.

A transição para o Portal Único envolve análises detalhadas dos impactos operacionais, revisão de licenças, enquadramento correto de produtos e mapeamento das exigências de cada anuente. O objetivo é transformar a simplificação tecnológica em resultados práticos, ou seja, menores prazos, menos custos e mais segurança jurídica em cada etapa da importação.

“Este é um momento decisivo para quem importa, e queremos que nossos clientes se posicionem entre os mais eficientes do mercado”, enfatiza Lisboa.

À medida que o Brasil avança na migração completa para o novo processo, prevista para ser concluída até setembro de 2026, a Victoria Advisory segue acompanhando as mudanças de perto, descomplicando os novos processos e garantindo que cada empresa consiga competir em um ambiente global mais dinâmico.

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