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	<title>Arquivos Newsletter 04|2026 - Victoria Advisory</title>
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		<title>Carta ao leitor</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 18:45:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em março de 2026, o setor de importações no Brasil continuou a se destacar no comércio exterior</p>
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<p>Em março de 2026, o setor de importações no Brasil continuou a se destacar no comércio exterior, refletindo tanto o dinamismo econômico do país quanto os efeitos das mudanças globais e setoriais que marcaram o ano. A balança comercial divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelou que as importações somaram US$ 25,2 bilhões no mês, representando um crescimento de 20,1% em relação a março de 2025. Esse aumento demonstra claramente a forte recuperação da demanda por produtos externos.</p>



<p>Esse crescimento no volume de importações foi um dos fatores que contribuíram para o saldo positivo de US$ 6,4 bilhões na balança comercial, com a corrente de comércio totalizando US$ 56,8 bilhões no mês. No entanto, como sempre, fatores externos continuam a desempenhar um papel crucial na dinâmica das importações. A guerra no Oriente Médio, por exemplo, alterou algumas das principais rotas logísticas internacionais, o que pode afetar os custos e a eficiência das operações no curto e médio prazo.</p>



<p>Esses fatores reforçam a importância de uma gestão eficiente, pois, embora o Brasil esteja registrando crescimento no volume de importações, é essencial que as empresas e gestores mantenham atenção redobrada à volatilidade de preços, mudanças nas tarifas e custos logísticos. Só assim é possível garantir a competitividade e a eficiência operacional diante de um cenário global tão dinâmico.</p>



<p>Nesse contexto, é importante destacar que, inicialmente, em fevereiro de 2026, o governo havia aumentado o Imposto de Importação de 1.250 produtos, com a expectativa de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões. No entanto, devido à reação do mercado, houve um recuo parcial, com a redução das tarifas de 105 produtos, muitos deles essenciais para setores estratégicos, como bens de capital e equipamentos de informática.</p>



<p>Embora essa estratégia fiscal tenha sido ajustada, a utilização do Imposto de Importação como ferramenta para fortalecer a arrecadação fiscal não foi descartada. Novas revisões podem ocorrer ao longo do ano, com base nas discussões mensais do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex.</p>



<p>Diante dessa realidade, é fundamental que as empresas se mantenham bem informadas e preparadas. E como antecipamos essas mudanças? Além do monitoramento contínuo do mercado, faço questão de estar presentes nos lugares estratégicos, acompanhando de perto as últimas tendências e inovações do setor. Para garantir a proximidade com os principais players globais, já confirmei a participação em três grandes eventos internacionais em 2026, o que me permite não apenas aprender, mas também contribuir com a evolução do mercado.</p>



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		<title>Cenário global atual exige que importador esteja ainda mais preparado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Smartcom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 18:37:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cenário global atual, marcado por tensões geopolíticas, aumentos significativos nos preços de energia e interrupções nas rotas logísticas</p>
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<p></p>



<p>O cenário global atual, marcado por tensões geopolíticas, aumentos significativos nos preços de energia e interrupções nas rotas logísticas, está pressionando ainda mais as cadeias de suprimentos internacionais. Em um momento de volatilidade e incerteza, importadores precisam adotar uma postura proativa, além de revisar suas estratégias para garantir a continuidade dos negócios e minimizar impactos negativos.</p>



<p>Com a recente escalada do conflito no Oriente Médio, por exemplo, o preço do petróleo disparou, impactando os custos do diesel e, consequentemente, as despesas com o transporte rodoviário, que representa cerca de 65% das movimentações de carga no Brasil. Para cada aumento de 10% no preço do combustível, o valor do frete rodoviário pode subir entre 3,5% e 4,8%, de acordo com dados da Peers Consulting + Technology, que destacam o reflexo direto dessa variação nos custos logísticos, especialmente para empresas brasileiras que dependem deste tipo de transporte.</p>



<p>A situação de tensão entre Estados Unidos e Irã também está gerando outras questões pontuais que fazem encarecer o frete, como, por exemplo, as rotas que devem ser constantemente alteradas para evitar os problemas causados pelo conflito, além de, em alguns casos, exigir escolta. Também estão sendo observados aumentos significativos nos valores dos seguros e cancelamentos por conta da situação de guerra. Todas essas consequências impactam diretamente os importadores, pois a logística nacional fica mais cara e pode afetar os prazos de entrega.</p>



<p>A instabilidade em rotas-chave, como o Estreito de Ormuz, está causando atrasos no transporte marítimo, com redução drástica no número de embarcações atravessando a região. Como resultado, empresas de diversos setores, de tecnologia a automóveis, já enfrentam desafios na importação de matérias-primas e produtos acabados.</p>



<p>Para encarar esses desafios, especialistas sugerem que os importadores adotem uma série de estratégias. Primeiramente, é fundamental diversificar fornecedores para reduzir riscos de dependência de uma única região ou fornecedor. Quando conseguem trabalhar com uma maior variedade de fontes de insumos e produtos, os importadores garantem alternativas em caso de bloqueios logísticos ou falhas no fornecimento. Diversificar também é uma maneira de garantir que a cadeia de suprimentos não fique vulnerável a choques localizados, permitindo que os negócios se mantenham em funcionamento sem grandes interrupções.</p>



<p>Outra medida importante é a revisão de contratos logísticos, buscando cláusulas flexíveis que permitam ajustes de preços ou prazos, conforme flutuações inesperadas no custo do combustível ou condições externas. As cláusulas podem incluir previsões de contingência que ajudem as empresas a mitigar riscos de aumento nos custos ou prazos de entrega. Além disso, utilizar instrumentos financeiros de <em>hedge</em> de preços de combustível pode proteger as empresas contra oscilações nos preços do petróleo, garantindo maior previsibilidade de custos. Essas ferramentas ajudam a reduzir a exposição ao risco de flutuações drásticas, especialmente em mercados voláteis.</p>



<p>Por fim, a gestão de estoques estratégicos também se torna decisiva. A adoção de um modelo mais potente de gestão de estoques, equilibrando entre o &#8220;<em>just-in-time</em>&#8221; (que reduz custos de armazenagem) e o &#8220;<em>just-in-case</em>&#8221; (que garante maior segurança em tempos de crise), é uma medida que pode proteger as empresas contra interrupções inesperadas na cadeia de suprimentos. Isso significa ajustar os níveis de estoque para ter um <em>buffer</em> estratégico que permita maior flexibilidade frente aos atrasos nas entregas e às mudanças repentinas nas condições de mercado.</p>



<p>As estratégias de diversificação, gestão de riscos e revisão de contratos logísticos são fundamentais para enfrentar um futuro que pode apresentar incertezas e garantir que as empresas sigam competitivas no mercado global.</p>
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